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Será que Okay é Ação ou Reação?

Começamos com um ponto de vista, uma pergunta, algo super mundano que ouvimos recorrentemente. A que não damos a devida importância ou tendemos a fugir da situação (quer seja mudando de tema ou avançando para a conversa a decorrer). Esse momento é quado, em qualquer interação interpessoal presencial ou online, alguém te pergunta:

“Tudo bem? Como estás? Como é que isso vai?”

Por norma a resposta habitual é um “Sim, está tudo bem.”. O que pode refletir a nossa intenção de tranquilizar a outra pessoa, mas também a vontade de não nos confrontar-nos com a situação atual que vivemos. Quando agimos assim, não estamos a verdadeiramente deliberar na questão e como tal, tiramos-lhe a devida importância e valor.

Qual é o valor de deliberar sobre o tema?

O nosso corpo é o nosso maior recurso em termos de mobilização e perenidade daquilo que queremos fazer na vida. A nossa mente é o nosso maior recurso em termos de pensamento, intelecto, criação, mas se o nosso corpo não está à medida de manter e/ou potenciar a nossa mente ao máximo, estás condicionado na tua ação.

Ao longo da nossa infância e crescimento somos chamados à atenção para a aquisição de conhecimento, de nutrir a mente. Mas e a nutrição do corpo? A Educação física, a alimentação adequada, os hábitos saudáveis…?

O que significa para ti ser saudável?

É o facto de não teres dor? De não estares em dor constante? É sentires-te bem? (e nesse caso o que é estar bem? é ter energia, estar tranquilo, etc?)

Na medicina corrente tendemos a equacionar a nossa saúde com a média dos valores de análises pedidas pelo médico. Assim, comparamos o nosso bem-estar com o bem-estar da média das pessoas, em números, em valores, em categorias. Pensa sobre o tema:

Fará verdadeiro sentido comparares algo tão individual como o teu corpo com a média dos corpos do mundo?

Se alguém com uma limitação é considerado “anormal” ou deficiente é porque estão a ser comparados com a média da normalidade. Mas para essa pessoa, a sua normalidade é outra. Não fará mais sentido ser considerado o seu bem-estar com o seu bem-estar usual e não o da média das pessoas ditas “normais”?! Todos temos peculiaridades, e, portanto, não existe melhor comparação do que com a melhor versão de nós, essa é a questão! “As médias são úteis para perceções globais, desastrosas para perceções individuais.” JBB

Qual é o teu benchmark da saudabilidade física?

Só sabendo o que significa para ti ser saudável é que podes ter a consciência de o ser/estar. Começa por analisar/avaliar o teu bem-estar de hoje,compará-lo com o de há 3 meses, 3 anos, 1 década. Sente-te! Desce um pouco ao teu corpo e percebe como realmente estás. Como te sentes? O que sentes? Estás com dor? Em tensão? Onde?

Sendo consciente de como estás, podes então passar para compreender o que podes fazer já para te ser possível estar melhor o quanto antes!

Nota, o teu corpo é aquilo que abarca as possibilidades da tua ação.

O teu corpo é o teu sentir. Quando há uma dor, quando há um problema, uma ansiedade, uma preocupação, esse sentir tem um impacto na tua felicidade, na tua tranquilidade, na tua disposição, produtividade, ação, etc.

Algo tão simples como respirar terá efeitos muito benéficos, se estiveres consciente dele e o colocares em ação da melhor forma para ti.

“E as dores que vêm naturalmente?”

À medida que vamos crescendo dizem-nos que é normal ter dores, as ditas de crescimento. Dizem também que há um hiato de cerce 20 anos onde, será normal, não ter dores. Sendo que a partir dos 30 te recordam que será normal, novamente, ter dores. Quanta verdade há realmente nesta noção de normalização de dores?

Gente… eu gostava muito que isto fosse adquirido o mais possível… NÃO É NORMAL O NOSSO CORPO ESTAR EM DOR. (Lê outra vez que é importante!)

Se há uma dor, há uma causa e se há uma causa, há uma solução. Repara que falamos aqui de capacidades corporais e não de capacidades de regeneração ou metabolismos (esses decrescem a um ritmo mais ou menos acelerado com o tempo).

Tu perdes o que não usas… portanto, passa por usares o que queres manter. 

Não é suposto doer! Não é normal! Vai descobrir a causa e dar-lhe a devida atenção e tratamento. Por muitas coisas na vida que haja associadas ao “a vida é mesmo assim”, a dor corporal constante, não é uma delas.

Lá porque a sociedade normalizou, não significa que seja algo normal para ti, ou sequer que seja verdade.

Significa apenas que foi normalizado. Que aconteceu a tanta gente que a comunicação transmitiu como o novo normal. Repara, lá porque a média está mal, não significa que tu tenhas de estar.

Quando pensamos no que queremos fazer na vida, a nível pessoal ou profissional, em termos de construção ou empreendimento: pensamos no hardware ou software, nos tangíveis. Esquecemos que o nosso corpo é algo que terá de nos acompanhar independentemente do caminho tomado. Não será então também, se não mais ainda, importante investir nele? Dá maior foco no conforto do teu corpo, na manutenção do corpo que tens. É o sentires-te bem e fazeres o melhor para o TEU corpo específico.

Em suma:

A verdadeira saúde é individual. Não requer comparações com a média dos valores da população. Tal como a tua sensibilidade à dor é única, também o é a tua sensação de bem-estar. Não te deves nunca, seja na saúde física, saúde mental, financeira, independência, liberdade ou bem-estar, comparar-te com a média de seja quem for. Por muito desafiante que seja adquirir esta noção, é adquirindo-a que poderás ter a tua melhor vida.

 

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